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segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Família Taichirajá




Estamos vivendo dias de forte preocupação e crescente inquietude, dias em que a fragilidade humana e a vulnerabilidade da presumível segurança na técnica são insidiadas a nível mundial pelo Coronavírus (COVID-19), diante do qual se estão debilitando todas as atividades mais significativas.
Como somos um grupo de Tai chi chuan tivemos que dar uma pausa em nossas atividades, nosso grupo é composto em sua maioria de pessoas da terceira e mesmo que não fosse em tempos de Corona vírus não podemos ter aglomerações e devemos preservar a vida e saúde de todos. Mas isso não quer dizer que paramos de praticar. Em casa todos podem continuar a praticar o Tai chi, o Chi Kung que só traz benefícios para nossa saúde. 

Saiba sobre os benefícios do Tai chi aqui: http://amigosdotaichi.blogspot.com/p/beneficios-do-tai-chi-chuan.html.


#FiqueEmCasa Não dê Carona para o Corona Vírus.


Esta mensagem é para alegrar você e lhe dar
forças para enfrentar esta fase que está sendo tão difícil de encarar. Faça de seus pensamentos a força de que está precisando. Esqueça as coisas ruins e limpe a mente cultivando somente bons pensamentos. Acredite no sucesso total, não imagine obstáculos na sua mente.

Tudo que uma pessoa é capaz de planejar, ela é capaz de realizar. Tenha fé, otimismo e ação. Sua vida só você a vive, portanto goste mais, acredite mais, e seja mais feliz.     Procure plantar sementes de amor e
otimismo na sua vida, e você colherá
sempre maravilhosos frutos.

Eu acredito em você!

quinta-feira, 23 de março de 2017

Benefícios físicos e mentais do Thai Chi Chuan atraem cada vez mais a atenção de psicólogos e neurocientistas.


Vestidos com roupas orientais, chineses idosos se movem em suave sincronia. Reina o silêncio. Para os ocidentais essa é a representação mais fiel de uma antiga arte marcial chinesa surgida no século XIII. Proibida durante décadas pelo regime de Mao Tse-tung, a técnica ressurgiu há pouco mais de 30 anos. Hoje, o tai chi chuan, que quer dizer "luta do pólo supremo", está difundido também no Ocidente em razão dos benefícios que traz ao corpo e principalmente à mente. Mesmo sem atingir o nível de popularidade da ioga, vem atraindo a atenção da comunidade científica para as vantagens que oferece a quem o pratica com assiduidade.

Embora seja frequentemente descrita como ginástica suave, uma forma de meditação em movimento ou dança, as raízes do tai chi chuan - ou simplesmente tai chi - estão nas artes marciais. É considerado, aliás, uma representação de conflitos internos expressos por meio dos movimentos. A técnica faz parte do que os chineses denominam wu shu, que nós, ocidentais, chamamos kung fu. De fato, na tradição oriental, o tai chi é definido como um "combate com a sombra". "As artes marciais mais conhecidas no Ocidente, como o karatê e o kung fu, as quais têm como objetivo infligir o maior dano possível ao adversário, na verdade são apenas um rascunho da original, cuja orientação básica é atingir o autoconhecimento e o controle do indivíduo", explica Marco Montagnani, professor de acupuntura e especialista em medicina tradicional chinesa. "Para o praticante de artes marciais, como o próprio o tai chi chuan, a idéia central é evitar o combate sempre que possível ou tornar o adversário inofensivo com o mínimo indispensável de violência", diz.

A técnica ocupa papel intermediário entre as técnicas de combate propriamente ditas e um tipo de ginástica terapêutica denominada qi gong. "Ele nasceu como uma arte marcial que tem também propriedades medicinais", explica Lucio Sotte, médico acupunturista e diretor da Revista Italiana de Medicina Tradicional Chinesa. Para muitos mestres, certas formas de execução do tai chi são consideradas qi gong. Sonia Baccetti, do Centro de Medicina Tradicional Chinesa Flor de Ameixa, em Florença, tem uma visão diferente. "Segundo os textos clássicos, o tai chi permite reequilibrar a energia e promover a saúde geral, enquanto o qi gong trata órgãos específicos. Ambas as técnicas usam movimento e respiração consciente para reativar a circulação energética".
Para a medicina chinesa, a saúde depende de uma boa circulação da energia, "pois as patologias nascem da estase, uma espécie de estagnação que pode surgir por vários fatores, como maus hábitos alimentares ou o que os chineses chamam 'energias externas perversas', como variações climáticas extremas, infecções ou emoções negativas intensas", diz a especialista. Segundo ela, o objetivo do tai chi é reproduzir no corpo os movimentos cíclicos do Universo, da aurora ao crepúsculo, do nascimento à morte; até que se entre em sintonia com o que nos circunda. Cada mestre cria seu estilo, que deve, no entanto, respeitar os princípios básicos da tradição", conclui.

tai chi praticamente não tem contra-indicações, exceto para quem sofre de lesões musculares (nesses casos, é necessário consultar um médico). Outra vantagem é que pode ser praticado por pessoas de todas as idades, em qualquer lugar, individualmente ou em grupo. Tudo que é necessário para executar as sequências de movimentos lentos e fluidos - geralmente definidos por nomes pitorescos como "vigiar o macaco" ou "o gavião abre as asas" - é um espaço relativamente pequeno e um par de calçados confortáveis. Isso não significa, porém, que se trata de um exercício fácil, apesar de os mestres ocidentais terem simplificado o método de ensino tradicional. Aprender tai chi chuan leva tempo, mas os benefícios não tardam a aparecer. "Quem faz logo percebe os resultados terapêuticos, que se intensificam com a experiência e podem levar, em uma década, a verdadeiras mudanças de caráter", afirma Marco Montagnani.

O aprendizado do tai chi se divide em três grandes fases. A primeira é dedicada ao tiao shen, a harmonização corporal. Nela o praticante conhece os limites do próprio corpo e melhora a coordenação motora, a circulação sanguínea e a capacidade articular. Além disso, os exercícios frequentemente auxiliam também na expressão de emoções.

Uma vez aprendidos os movimentos básicos, começa a chamada harmonização respiratória, o tiao xi, etapa em que, segundo especialistas, é favorecida a qualidade do sono, do humor e da vida afetiva. Nessa fase se aprende a levar a respiração até o umbigo, um centro energético, segundo os chineses, o que ajuda a controlar, por exemplo, ansiedade e ataques de pânico. "Não é à toa que quando estamos ansiosos tendemos a respirar com o tórax", explica Sonia Baccetti.

A última fase do aprendizado, atingida apenas pelos mais assíduos, é chamada harmonização do coração, ou tiao xin - a medicina tradicional chinesa atribui ao coração as funções da mente. Nesse ponto o praticante desenvolve habilidades que melhoram o relacionamento com os outros e consigo mesmo. Alguns estudos mostram que, exercitado durante anos, o tai chi ajuda a tomar consciência dos próprios limites e potencialidades. Se na fase anterior os exercícios combatiam a ansiedade, aqui são observados benefícios nos estados depressivos.

Dentre as medicinas tradicionais do Oriente, a chinesa certamente é a mais estudada. Em bancos de dados da literatura científica, como o PubMed, há milhares de referências, principalmente sobre acupuntura e qi gong. "Sabemos, por exemplo, que o efeito analgésico da acupuntura pode ser explicado pela ativação de vias neurais inibitórias, que conseguem bloquear o percurso do estímulo doloroso da periferia até o sistema nervoso central", explica Baccetti. Segundo ela, técnicas de neuroimagem como a tomografia por emissão de pósitrons (PET) mostram que a estimulação de alguns pontos do corpo ativa áreas específicas do cérebro, enquanto outros agem sobre o sistema imunológico ou regulam a produção de hormônios.

As pesquisas científicas sobre tai chi chuan, entretanto, apresentam limitações metodológicas que vão além das dificuldades comuns no âmbito da medicina preventiva. Uma delas é o período relativamente longo de aprendizagem, diferentemente do qi gong, que se baseia também em exercícios estáticos, mas bem mais simples de executar. "Em geral os ensaios clínicos não duram o suficiente para avaliar os reais benefícios dessa arte porque ela exige tempo e aplicação", diz Fuzhong Li, do Instituto Oregon de Pesquisa, que coordenou um estudo cujos resultados mostraram como o tai chi melhora o equilíbrio e previne quedas em idosos. "Uma das coisas que tendemos a esquecer quando estudamos os efeitos do tai chi é que a qualidade do instrutor conta muito e pode influenciar decisivamente os resultados", diz.

Apesar das dificuldades, o número de pesquisas sobre o tai chi chuan está se multiplicando rapidamente nos últimos anos, principalmente depois de uma excelente metanálise publicada em 2004 por Chenchen Wang, reumatologista do Centro Médico Tufts-New England, em Boston. "Pratico tai chi ocasionalmente, mas sou antes de tudo uma pesquisadora interessada em seus efeitos no organismo e no cérebro", explica a pesquisadora americana de ascendência chinesa. Vários estudos que fizeram parte da metanálise mostram que o tai chi pode, após um período relativamente breve (seis meses), aliviar a depressão e melhorar claramente indicadores psicológicos de bem-estar, tanto os ligados à percepção da própria saúde como os relativos à satisfação e à auto-estima. Outros estudos indicam ainda que o tai chi melhora a coordenação visual e motora e pode ajudar pessoas com demência leve a desfrutar melhor as próprias capacidades. "Entretanto, nenhuma dessas pesquisas é conclusiva, faltam evidências mais convincentes sobre os mecanismos de ação que justifiquem os resultados observados", adverte a pesquisadora.

De modo geral, os trabalhos analisados por Wang mostram que o tai chi melhora o equilíbrio e a mobilidade articular e ajuda a combater a hipertensão. Segundo ela, porém, "há muito para investigar ainda, por exemplo: quais estilos da técnica garantem maiores benefícios; quanto se deve exercitar e quais suas reais vantagens". Análises anteriores, como a realizada em 2003 no Centro Médico Erasmus, de Roterdã, fornecem resultados menos precisos, mas se justificam pela dificuldade de encontrar estudos com metodologia adequada. Mais recentemente, Wang publicou um levantamento sobre os efeitos da técnica chinesa em pacientes com artrite reumatóide, nos quais foram observados resultados promissores, seja no plano físico, seja no psicológico.
Provavelmente é longo o caminho da investigação científica sobre os possíveis benefícios do tai chi na saúde física e mental. Considerando, porém, que uma tradição leva séculos para se estabelecer - se não milênios -, vale a pena ter paciência e aprender a esperar.


  • Efeitos terapêuticos testados
    Músculos: estudo de 2005 do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, em Atlanta, mostrou que o tai chi fortalece a musculatura postural e previne quedas em idosos. Outros estudos observaram redução na perda de tecido ósseo em mulheres na pós-menopausa. Quem sofre de artrite reumatóide parece também se beneficiar dos exercícios chineses, que melhoram a mobilidade das articulações, especialmente das pernas e do quadril.
    Coração: o tai chi favorece a qualidade de vida e diminui a intensidade dos sintomas de portadores de insuficiência cardíaca crônica, segundo pesquisa realizada na Falculdade de Medicina da Universidade de Harvard. No ano seguinte, estudo da Universidade de Liverpool Mostrou que essa prática é capaz de diminuir a pressão arterial em mulheres de meia-idade.
    Imunidade: portadores de Herpes zoster apresentaram melhora na resposta imunológica, especialmente indivíduos com saúde mais debilitada, segundo estudo do Centro Cousins de Psiconeuroimunologia da Universidade da Califórnia em Los Angeles.
    Sono: praticado três vezes por semana durante seis meses, o tai chi aumenta a qualidade e a duração média do sono e é mais eficaz que programas equivalentes de ginástica de baixo impacto, de acordo com trabalho realizado no Instituto de Pesquisa de Oregon.
    Auto-estima: a técnica foi considerada eficaz e contribui para a auto-estima e para a qualidade de vida de mulheres com câncer de mama, segundo pesquisa da Universidade de Rochester.

    Scientific American - por Paola Emilia Cicerone

    Fonte:
     Methodus 
  •    Taichirajá 

    sexta-feira, 3 de junho de 2016

    Porque Devemos Praticar Tai Chi Chuan




    - Porque  o  Tai Chi oferece um benefício para a saúde melhor do que qualquer outro exercício, devido ao seu efeito sobre o sistema nervoso, reduzindo o estresse, melhorando o sistema imunológico, desenvolvendo um bom equilíbrio e flexibilidade e reduzindo a rigidez corporal e a dor associados as condições degenerativas dos ossos e articulações.

    - Os movimentos lentos e relaxados executados de forma circulares promovem uma boa circulação do sangue e da energia e melhora a digestão e o tônus muscular do corpo como um todo.

    - Aptidão, força e velocidade aumentam com o passar do tempo e a confiança do praticante vem com a capacidade de se defender, tornando-se mais calmo e sentindo-se com mais energia. 
    - É uma arte que agrada a todas as idades e classes sociais e traz muita felicidade e paz de espírito. As pessoas tendem a permanecer com o Tai Chi por um longo tempo e, portanto, desfrutam de muitos benefícios, além das amizades que acabam fazendo com outras pessoas que encontram nas aulas.




       Taichirajá 

    sexta-feira, 20 de maio de 2016

    Tai Chi "As três coordenações internas (Nei Wan He)"



    Uma vez que mecanizamos o movimento externo, quando a realização da forma for memorizada fisicamente, iniciamos a parte interna.

    Por outro lado, unificamos a respiração com o movimento, o que se aprende conjuntamente com exercícios de Chi-Kung. Aplicamos a intenção ao movimento; os chineses denominam "Yi" a mente com a intenção. É uma mente que está dirigida e fortalecida e é conhecida como mente inteligente ou racional. 

    Por outro lado, lemos a mente emocional "Hsin", que se refere ao coração, ao desejo e a alma que colocamos ao realizar algo. Estas mentes devem trabalhar juntas e  em harmonia; se uma das duas se impõe e prevalece, é gerado um desiquilíbrio. Isto é conhecido hoje em dia como inteligência emocional.

    Utilizamos o Yi para reconhecer o corpo e a nós mesmos; ao Hsin podemos sentir e colocar o coração e a alma em tudo o que fazemos. A mente racional (Yi) controla o excesso emocional do Hsin e vice-versa. Quando ambas as mentes se equilibram, podemos sentir e controlar o Chi. Assim, levamos a intenção como meio, a energia Chi para unir e  tanto os aspectos internos quanto os externos. .

    Unir as três coordenações  internas com as externas

    É o passo seguinte para que o corpo, mente e energia estejam em harmonia. Durante a pratica de Tai Chi, uma parte da mente está coordenada à parte externa e a outra o movimento interno. Por sua vez, uma outra parte está em concentrações do Chi, como a órbita microscópica e o grande movimento celeste. 

    Esta parte interna de meditação se aprende separadamente em exercícios estáticos de Chi-Kung sentado e em pé, depois em movimentos dinâmicos simples para progressivamente introduzi zá-las à prática do Tai Chi. de fato, quando tudo se unifica, entramos em uma meditação em movimento, na qual o corpo se dilui em energia e a mente flui como um rio de paz. É uma dança em que nos sentimos em comunhão com nós mesmos e com a natureza, nosso microcosmos, Somos parte indissolúvel do universo; isto é a teoria do Tao colocada em prática, com o nosso próprio corpo, mente e energia, nos transformando no que os taoistas denominam como "Shen" (espíritos mortais).

    Corpo, mente e espirito

    O sopro vital chega a todas as partes do nosso ser. Mantendo a concentração em controlar energia, com o movimento externo juntamos as coordenações externas com as internas. Evitamos a separação da mente com o corpo e a energia, tudo está unido no momento presente. A mente emocional não está separada da mente racional. Isso é o Tai Chi, meditação em movimento do instante presente. Não há passado nem futuro, só o agora. Toda a sua energia está presente, viva e em harmonia. A energia espiritual (Chi Shen) se eleva e evolui.


       Taichirajá 

    segunda-feira, 16 de maio de 2016

    Seminário de Aberto de Tai Chi Chuan Estilo Chen Linhagem Chen Zheng Lei

    Um dia  de muito aprendizado e  de boas amizades. Tivemos a oportunidade de conhecer pessoas muito importantes de grande coração. Mestre Lee Kuen e sua esposa Kiko Lee (

    diretora presidente CBTTC Confederação Brasileira de Taichichuan).


    Ministrante: Mestre Lee Kuen
     












     






       Taichirajá 

    terça-feira, 26 de abril de 2016

    Dia Mundial do Tai Chi & Chikung será comemorado no próximo sábado



    O Dia Mundial do Tai Chi Chuan e Chi Kung (World Tai Chi & Qigong Day – WTCQ), é um evento realizado anualmente no último sábado do mês de Abril para promover as práticas de Tai Chi Chuan e de Chi Kung em 70 países desde 1999. A missão deste esforço multinacional é divulgar publicamente o crescente conjunto de pesquisas na área médica relacionadas às práticas corporais da Medicina Tradicional Chinesa e dar referências que facilitem aos interessados encontrar instrutores de Tai Chi Chuan e de Chi Kung nos locais onde vivem.

    Dia: 30 de abril de 2016
    Local: Salão Nobre do Condomínio 1059
    Endereço: Avenida monsenhor Félix 1509
    Horário: Manhã: De  08h as 12h  Tarde: De 14h as 17h
    Programação de 2016 

    Parte da Manhã
    Chi  Kung
    Forma 24 simplificada
    Tai Chi Forma 8 movimentos
    Forma de Pequim
    Apresentações Combinado Bastão/ Espada
    Apresentação Mestre Lee Kuen

    Parte da Tarde
    Seminário Aberto do Estilo Chen 
    Linhagem Chen Zheng Lei                 
    Ministrante: Mestre Lee Kuen
    Organizador: Professor Sidclei de Almeida

    Introdução
    Fundamentos Básicos
    Qigong Paachii 8
    Ba Duan Jin, qigong
    Chensingong
    Tai Chi Chen  4 Lados


    Contatos:
    Sid.taichi@hotmail.com
    WhatsApp: 9 8266-6959
    Tel: 3459-3685


       Taichirajá 

    sexta-feira, 25 de março de 2016


    (世界太極氣功日)
    Dia Mundial do Tai Chi e Chi Kung
    World Tai Chi & Qigong Day

    O Dia Mundial do Tai Chi e Chi Kung foi proposto em 1999 pelo professor norte-americano de Tai Chi Chuan, Bill Douglas, e aceito como parte do calendário de eventos estabelecido pela Organização Mundial de Saúde.

    Esse dia é celebrado anualmente, no último sábado mês de abril, dentro das comemorações do Mês Mundial da Saúde, reunindo em diversos países praticantes que oferecem demonstrações e aulas públicas.
    Os objetivos do Dia Mundial do Tai Chi Chuan e Chi Kung, propostos pelo seu fundador são:


    1. Educar o mundo sobre as implicações profundas que o Tai Chi Chuan e o Chi Kung podem oferecer para a saúde pessoal, social e mundial;


    2. Agradecer à cultura chinesa por fornecer essa ciência curativa poderosa ao mundo;


    3. Melhorar as relações mundiais, reunindo praticantes dessas artes e outros interessados, em um ato de celebração por um mundo
    mais saudável;


    4. Fornecer um exemplo eficaz do uso do poder da Internet para promover a cooperação e a saúde em escala planetária, pois toda a organização do evento se dá exclusivamente através da rede.

    O Tai Chi Chuan faz parte da cultura e dos costumes chineses e, assim como outras práticas, teve o seu desenvolvimento ao longo da história chinesa. A teoria mais conhecida sobre a origem do Tai Chi Chuan é que em 1200 D.C. o monge Taoista Chang  San-Feng  fundou um templo na montanha Wudang, para a prática do Taoismo, visando o supremo desenvolvimento da vida humana. O Chi Kung é praticado na China há mais de 3.000 anos é a base de todas as práticas terapêuticas orientais, podendo ser praticado por pessoas de todas as idades.

    30/04/2016


       Taichirajá 

    segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

    Meditação Em Movimento



    O Tai Chi  costuma ser denominado como meditação e movimento dança da energia, referindo-se ao treinamento interno que tem a ver que tem a ver com o Chi Kung e que transforma uma simples execução de movimentos em uma coreografia, e  integra alguns movimentos de origem de origem marcial com controle na respiral e meditação.  Este equilíbrio entre o nosso eu interior e nosso eu exterior é a base das técnicas orientais, em que os exercício físico é parte da evolução pessoal e energética.

    Em uma primeira etapa nos concentraremos na parte técnica e externa, mas progressivamente praticaremos a parte energética do Tai Chi, que é o Chi Kung, passando pela etapa de controle e exercícios respiratórios aliados ao movimento, para posteriormente entrar em concentrações mentais, nas quais direcionamos  o Chi   ) energia) por diferentes caminhos. O primeiro e mais comum é unir o Chi em Tan Tien (centro energético ), em seguida abrir a órbita, para canalizar o Chi. Neste o último, durante o movimento e junto  com a respiração, a energia sobe por trás até a cabeça quando inspiramos e desce pela parte da frente quando expiramos.

    A posição para abrir a órbita de energia é  mantendo o eixo ereto. O quadril e o cóccix  ( Wei Lu) se mantêm um pouco para dentro para esticar a zona lombar, ativando o ponto Ming Men ( porta da vida) e elevando o Chi pelo canal posterior. Du Mai (vaso governante, rio do Yang). Com a posição da região dorsal aberta, a  região cervical esticada e o queixo caído, a nuca, o YU Chen (almofada de jade), permite a passagem da energia para a cabeça, passando pelo Pae Hoe até a fisionomia Yin Trang, para descer pelo canal anterior   Ren Mai (canal de concepção), rio do Yin, através da língua, que está em contato com o céu da boca, passando pela garganta, o centro do peito, a linha média que vai ao umbigo até chegar ao períneo (Hu Yin). Daqui, desce para o Wei Lu (ponta do coccix) para subir pelo canal Du Mai novamente.



    Pontos Importantes a Serem Levados em Conta Durante a Prática

    Wei Lu (ponta do coccix) / Ming Men  (segunda e terceira lombar, porta da vida) / Chia Chi (pontos entre omoplatas, ponta da asa Yape) / Da Zhuei (sétima cervical) / yu Chen (almofada de jade) / PaeHoe (coroa, porta do céu) / Ni Wan (acima da cabeça) / Yin Trang (terceito olho, Tan Tien superior) / Zhang Chong ( mar da tranquilidade, centro do peito, Tan Tien médio / Chi Hai (oceano de Chi, Tan Tien inferior), Hu Yin (períneo) / Lao Gong (centro da mão, porta do homem) / / Yong Chuan (centro do pé, porta da terra).





    Lembre-se:

    Se estimularmos a "perfeição" dos movimentos, a correção da postura e as coordenações externas e internas, assim como a concentração mental, a energia jing se refinará e aumentará, proporcionando-nos melhoria e crescimento no nível físico e psicológico, e de energia espiritual (Shen).

    Primeiro é preciso o trabalho físico, depois o desenvolvimento e a coordenação entre a respiração e o movimento, para continuar a aprofundar a prática meditativa e lo modo de direcionar e refinar o Chi.

    Fonte: Livro Tai Chi Para - Todos Marco O Zero
     Pgs: 26 e 27

       Taichirajá 

    quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

    As Oito Peças do Brocado (Ba Duan Jin)



    As Oito Peças do Brocado (Ba Duan Jin /Pa Tuan Chin, ver notas finais) é um conjunto de exercícios de Qigong (Ch’i Kung) da Dinastia Song (1127-1279, China).
    O Qigong (Ch’i Kung) é uma técnica chinesa que promove o bem-estar físico e espiritual que aglomera exercícios de respiração, auto-massagem e movimentos dos membros. Associa-se comummente ao T’ai Chi e artes marciais.
    Atualmente, há cinco escolas principais de Qigong (Ch’i Kung): a Médica, que se foca na prevenção e cura de doenças, a de Confúcio, que cultiva princípios morais, a do Tao (ou Dao) que se foca igualmente no espírito e no corpo, a Budista, focada em libertar o coração e a mente e a do Wushu, que pratica exercícios físicos e de auto-defesa.
    A criação d’As Oito Peças do Brocado é atribuída ao General Yue que desenvolveu a técnica para manter a saúde dos seus soldados. O seu nome resulta da associação entre a beleza e perfeição dos tecidos de seda e tapeçarias com a riqueza e satisfação originadas na boa saúde.
    O Ba Duan Jin é uma sequência de oito exercícios que ajudam a desenvolver a força física, nomeadamente dos braços e pernas, a ampliar o tórax e a prevenir e corrigir problemas de postura.


    Este conjunto de exercícios é ainda mais benéfico se se atentar na energia nas palmas dão mãos, e ao seu redor, inicialmente, e, posteriormente em volta de todo o corpo.


    1º Exercício : Sustentar o Céu


    Este exercício, além de promover o alongamento e melhorar a postura, regulariza o fluxo de energia no meridiano do Triplo Aquecedor (San Jiao /San Chiao) e regula os órgãos internos.




     Postura Inicial

    Em pé, com o corpo relaxado e os braços estendidos ao longo do corpo. Mantenha os calcanhares unidos, apontando os tornozelos para fora, formando um ângulo de 90º. Olhe em frente.
    Observação: este exercício também pode ser executado com os pés paralelos, afastados à distância equivalente da largura dos ombros.
    Movimentos

    Inspire elevando os braços, lateralmente, até acima da cabeça, com as palmas das mãos apontadas para cima e os dedos para dentro, entrelaçados ou não, e alongue-se, elevando os calcanhares. Expire voltando à postura inicial.
    Repita estes movimentos 8 ou 16 vezes.

    2º Exercício : Empurrar o Céu e a Terra

    Este exercício fortalece a parte superior das costas, ombros e dorso dos braços e regulariza as funções do baço e do estômago, ajudando a digestão.


    Postura Inicial

    Em pé, com o corpo relaxado e os braços estendidos ao longo do corpo. Mantenha os calcanhares unidos, apontando os tornozelos para fora, formando um ângulo de 90º. Olhe em frente.

    Observação: este exercício também pode ser executado com os pés paralelos, afastados à distância equivalente da largura dos ombros.
    Movimentos

    Inspire elevando o braço esquerdo, pela frente do tronco, acima da cabeça, apontando a palma da mão para cima e os dedos para a direita, ao mesmo tempo que aponta a palma da outra mão para baixo, e alongue-se. Espire voltando à postura inicial. Repita o movimento invertendo os braços.
    Repita estes movimentos 8 ou 16 vezes.

    3º Exercício : Retesar o Arco e Atirar no Pássaro

    Este exercício desenvolve os músculos da cintura escapular e laterais do peito, fortalece as coxas, desenvolve a caixa torácica, aumenta a capacidade respiratória e melhora a circulação sanguínea.

    Postura Inicial

    Em pé, com os pés paralelos, afastados à distância equivalente ao dobro da largura dos ombros. Olhar em frente.

    Movimentos

    Inspire retesando o arco e olhando para a presa. Expire abrindo a mão «soltando a flecha». Inspire retornando à postura inicial e expire. Repita o movimento para o lado oposto.

    Repita estes movimentos 8 ou 16 vezes.

    4º Exercício : Olhar para Trás

    Este exercício fortalece o pescoço e ajuda a aliviar as tonturas em pacientes hipertensos, além de curar as «cinco perturbações» e os «sete distúrbios».

    Nota: as «cinco perturbações» são deficiências dos cinco órgãos — coração, fígado, baço, pulmões e rins — e os «sete distúrbios» são as complicações decorrentes dos sete excessos — comida, raiva, esforço, frio, calor, ansiedade e preocupação.



    Postura Inicial

    Em pé, com o corpo relaxado e os braços estendidos ao longo do corpo. Mantenha os calcanhares unidos, apontando os tornozelos para fora, formando um ângulo de 90º. Olhe em frente.

    Observação: este exercício também pode ser executado com os pés paralelos, afastados à distância equivalente da largura dos ombros.

    Movimentos

    Expire girando o pescoço para a esquerda, como que olhando sobre o ombro. Inspire voltando à postura inicial. Repita o movimento para o lado direito.
    Repita estes movimentos 8 ou 16 vezes.

    5º Exercício : Inclinar a Cabeça e Balançar o Traseiro

    Este exercício fortalece as coxas e desenvolve a flexibilidade da coluna vertebral, além de eliminar a «fleuma do coração» ou tranquilizar o «coração angustiado».

    Nota: estas expressões referem-se aos sintomas decorrentes da agitação mental, como a insônia e a inquietação, entre outros.



    Postura Inicial

    Em pé, com os pés paralelos, afastados à distância equivalente ao dobro da largura dos ombros. Repouse as mãos sobre as coxas. Olhe em frente e inspire.

    Movimentos
    
Inspire flexionando o tronco para frente e expire girando-o para a esquerda, simultaneamente jogue o quadril para a direita. Inspire voltando ao centro. Repita o movimento para o lado oposto.

    
Repita estes movimentos 8 ou 16 vezes.
    6º Exercício : Tocar os Pés e Empurrar os Rins
    Este exercício desenvolve a flexibilidade da coluna lombar, do quadril e da cintura além de fortalecer os rins.





       Taichirajá